Absurdo > Bebê de 11 meses sofre queimaduras graves dentro de creche

Um acidente, ocorrido na manhã da última quarta-feira (17), no interior do Centro Municipal de Educação Infantil Tia Bila (CMEI), em Guapirama, causou queimaduras graves em Pietra Gabriela de Almeida Alves, de apenas 11 meses, cujas consequências poderiam ter sido trágicas, segundo revela a mãe da criança, a costureira, Ana Cláudia de Almeida Alves, de 24 anos.

Ela conta que por volta das 10 horas de quarta-feira (17) foi chamada em seu trabalho para ir até a escola, quando foi informada que a filha havia se queimado com caldo quente de feijão no interior da creche.

Segundo ela, uma funcionária da instituição passou pela janela a uma estagiária, uma travessa de feijão que acabara de preparar.

A jovem não teria suportado o calor da travessa e pediu ajuda a outra estagiária, que foi em seu socorro, mas parte do conteúdo caiu sobre a criança.

Os gritos do bebê causaram um clima de pânico no CMEI com a possibilidade de uma tragédia.

Segundo a mãe, a criança foi levada ao hospital de Guapirama e o médico que a atendeu dispensou a necessidade de levá-la a outro hospital mais bem equipado, limitando-se a prescrever medicação e cuidados.

Inconformada com o fato, Ana Cláudia procurou a delegacia de polícia e registrou boletim de ocorrência.

A autoridade de plantão agendou audiência entre as partes para dia 12 de novembro, no fórum de Joaquim Távora, sede da comarca, por tratar-se de um Termo Circunstanciado, procedimento jurídico para casos deste tipo.

Preocupado com a situação da criança a própria direção do CMEI marcou uma consulta médica para o bebê em um dermatologista em Santo Antônio da Platina, que descartou a possibilidade de cicatrizes ou manchas, mas alertou para os riscos de exposição à luz do sol.

Ana Cláudia Alves diz que enviou mensagem ao prefeito Pedro de Oliveira (MDB), mas conhecido por Pedro Banzé, mas ele não teria retornado, que na sua avaliação, revela insensibilidade diante de uma situação tão grave envolvendo uma instituição pertencente ao Município.

A costureira conclui assinalando que desconfia da versão apresentada pela direção da escola, salientando que é proibida a presença de alimentos quentes dentro de uma creche e o que é pior, revelando total irresponsabilidade ao passar um alimento naquelas condições pela janela de um berçário.

A reportagem tentou ouvir a prefeitura e a direção da escola, mas não conseguiu contato.

Tribuna do Vale

WhatsApp – Portal Voxnet – (44) 9 9756-9107 – Envie sua matéria, foto ou vídeo – Seja nosso Repórter

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *