Curiosidade – Asteroide que dizimou dinossauros determinou sucesso das cobras

Curiosidade – Asteroide que dizimou dinossauros determinou sucesso das cobras

Enquanto a maioria das plantas e animais desapareceram em colisão há 66 milhões de anos, que levou à extinção dos dinossauros, as cobras tiveram vantagem evolutiva.

As cobras devem seu sucesso na Terra, em parte, ao asteroide que atingiu o planeta há 66 milhões de anos e levou à extinção dos dinossauros, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira (14) na revista científica Nature Communications.

O impacto desta colisão provocou terremotos, tsunamis e incêndios florestais, além de uma década de escuridão por conta de nuvens de cinzas que bloquearam o sol.

Tudo isso levou ao fim estimado de 76% dos animais e plantas.

Mas, segundo os autores da pesquisa recém-publicada, algumas cobras sobreviventes foram capazes de prosperar em um mundo pós-apocalíptico, se abrigando no subsolo e passando longos períodos sem comida.

Estes répteis resilientes conseguiram então se espalhar por todo o globo, e sua evolução nos trouxe às 3 mil ou mais espécies conhecidas hoje.

Alguns mamíferos, pássaros, sapos e peixes também foram capazes de sobreviver aos tempos pós-asteroide.

“Neste ambiente de colapso das cadeias alimentares, as cobras conseguem sobreviver e prosperar, e são capazes de colonizar novos continentes e interagir com o ambiente de novas maneiras”, explicou a líder da pesquisa, Catherine Klein, da Universidade de Bath, na Inglaterra.

“É provável que, sem o impacto do asteroide, elas não estivessem onde estão hoje.”

Quando o asteroide atingiu o que hoje é o território do México, as cobras eram muito parecidas com as que conhecemos hoje: sem pernas e com mandíbulas alongadas para engolir presas.

Com poucos alimentos à disposição, elas conseguiam sobreviver sem comida por até um ano e caçar em meio à escuridão.

As espécies de cobras que sobreviveram foram principalmente aquelas que viviam no ambiente subterrâneo, no solo das florestas ou em água doce.

O estudo também encontrou evidências de um segundo pico na evolução das cobras, quando o planeta deixou de ser como uma quente estufa e passou a ter um clima mais frio, levando à formação de calotas polares e o início da era do gelo.

O sucesso das cobras é importante para a saúde dos ecossistemas como um todo, já que elas controlam as populações de presas e ajudam os humanos no controle de pragas.

Depois de tanto prosperar na Terra, porém, a convivência com o homem está deixando muitas espécies de cobras sob risco de extinção.

Portal Voxnet – Via G1

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