Guerra > Bandidos dispararam 190 tiros de fuzil na casa de ex-candidato a prefeito

Os bandidos que invadiram a casa do empresário e ex-candidato a prefeito Chico Gimenez, 60, na madrugada desta quinta-feira (17) em Ponta Porã, a 323 km de Campo Grande, dispararam pelo menos 190 tiros.

Ele foi morto com três tiros – um no peito, um no ombro e outro no braço.

Policiais que estiveram no local do crime recolheram 190 cápsulas de fuzis calibres 5.56 e 7,62, os mais usados pelos pistoleiros a serviço do narcotráfico na fronteira.

De acordo com policiais que participam das investigações, os bandidos chegaram por volta de 3h à casa de Chico Gimenez, na Avenida Calógeras, centro de Ponta Porã, a poucos metros da sede do 11º Regimento de Cavalaria Mecanizado do Exército.

Eles estavam em quatro veículos – uma caminhonete Amarok, outra Triton, um Jeep Renegade e um carro de passeio. Não se sabe ainda o número exato de pistoleiros, mas seriam 16, segundo moradores da fronteira.

Tio do narcotraficante sul-mato-grossense Jarvis Gimenes Pavão e ex-vereador em Ponta Porã, Chico Gimenez dormia quando os bandidos chegaram.

A mulher dele também estava na casa, mas teve a vida poupada pelos pistoleiros.

Usando um dos carros, os bandidos derrubaram o portão da casa e entraram atirando. Há marcas de bala nas portas, janelas, paredes e teto.

Chico Gimenez estava no segundo andar, cujo acesso é feito por uma escada de metal.

Vários tiros foram disparados no teto ao redor da escada.

O corpo do empresário foi encontrado no piso superior, perto da escada. Ele tinha arma, mas a polícia não sabe se chegou a reagir.

Flagrado pela Polícia Federal em dezembro com um arsenal em sua casa e acusado de organização criminosa, Chico Gimenez estava em prisão domiciliar e usava tornozeleira eletrônica.

Ele não podia sair de casa e não tinha seguranças.

A polícia recolheu as imagens das quatro câmeras instaladas na casa.

Os carros usados pelos bandidos foram encontrados em chamas na margem da BR-463, próximo ao distrito de Sanga Puitã.

O ministro do Interior do Paraguai, Juan Ernesto Villamayor, disse que a morte de Chico Gimenez está ligada à guerra entre o grupo de Jarvis Pavão e outro bandido brasileiro, Sergio Arruda Quintiliano Neto, o Minotauro, que tenta assumir sozinho o tráfico de drogas e armas na fronteira.

Quando foi preso, em dezembro, Chico Gimenez estaria planejando um ataque a Minotauro, para vingar as mortes de pessoas ligadas a Pavão.

Policiais paraguaios afirmam que o nome de Chico estava na lista de pessoas a serem executadas na fronteira, elaborada por Minotauro para eliminar os aliados de Pavão.

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