Lava Jato > Mulher de Beto Richa é denunciada por lavagem de dinheiro

A força-tarefa da Operação Lava Jato denunciou a mulher do ex-governador do Paraná, Beto Richa, Fernanda Richa, pelo crime de lavagem de dinheiro em um processo que investiga um esquema de propina em contratos de pedágio no estado.

A denúncia já tinha sido apresentada pelos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) no dia 29 de janeiro, e o nome da ex-primeira dama foi incluído, nesta segunda-feira (11), depois da análise de novas provas, conforme a força-tarefa.

O G1 tenta contato com a defesa de Fernanda Richa.

O ex-governador, um dos filhos dele, André Richa, e o contador da família, Dirceu Pupo, também foram denunciados por lavagem de dinheiro na compra de um terreno em um condomínio de Curitiba, em 2012.

Esta é a segunda denúncia contra Beto Richa apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) envolvendo um esquema de pagamento propina em contratos de pedágio.

O outro processo contra o ex-governador trata dos crimes de corrupção passiva e pertencimento a organização criminosa. Beto Richa se tornou réu na ação.

Nesta segunda denúncia, os procuradores afirmam que um dos destinos de parte da corrupção recebida por ele era a incorporação do dinheiro, de forma dissimulada, ao patrimônio de familiares com atos de lavagem de dinheiro na aquisição de imóveis em nome da Ocaporã Administradora de Bens.

A empresa pertence formalmente à Fernanda Richa e aos filhos André e Marcello Richa. Dirceu Pupo atuava como administrador, conforme o MPF.

Investigação

Conforme o MPF, a ex-primeira dama chamou para si a “responsabilidade da venda dos lotes no empreendimento Alphaville, que foram entregues em pagamento pelo lote do Beau Rivage.

Afirma, pois, seu envolvimento no crime denunciado, na medida em que o MPF, com os documentos anexados no evento 1, faz prova de que houve, na referida transação imobiliária (em que ela própria afirma ter se envolvido), ocultação de dinheiro ilícito proveniente de crimes praticados por Beto Richa”.

Ainda de acordo com os procuradores, as informações trazidas nos autos demonstram a participação de Fernanda Richa nos fatos criminosos envolvendo a aquisição do imóvel no condomínio Alphaville.

A força-tarefa destacou ainda que o gerente comercial de uma empresa que vendeu um terreno em Curitiba para a família Richa contou em depoimento que parte do pagamento foi em dinheiro vivo.

Segundo ele, ficou acordado que o negócio seria fechado mediante pagamento de dois lotes e entrega de mais R$ 930 mil em espécie por André Richa.

O empresário apresentou aos investigadores uma planilha criada na época da transação, que mostra os valores envolvidos no negócio.

De acordo com ele, o registro “Receita Out” indica os pagamentos feitos por fora. Ao lado, há uma anotação: “R$ 930 mil Richa”.

G1 Paraná

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