A crise no setor moveleiro de Santa Catarina se aprofundou com a demissão de quase 400 funcionários por uma grande empresa em São Bento do Sul.
A medida de "reestruturação", segundo a companhia, é uma consequência direta do aumento de 50% na tarifa de importação de móveis brasileiros imposta pelos Estados Unidos.
A notícia confirma o cenário pessimista alertado por entidades como a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), que já havia previsto demissões em massa e o impacto severo no principal polo exportador do estado.
O mercado americano é um dos maiores compradores da indústria moveleira catarinense, e a nova taxa torna as exportações praticamente inviáveis.
O setor vive um momento de incerteza e busca alternativas para mitigar as perdas.
A demissão em massa em São Bento do Sul é um reflexo das dificuldades enfrentadas por empresas que dependem da exportação.
Diante do impacto, o governo de Santa Catarina anunciou um pacote de R$ 435 milhões para apoiar as empresas afetadas, com medidas como linhas de crédito, prorrogação de impostos e auxílio para a manutenção de empregos.
Apesar dos esforços, a solução definitiva depende de um acordo diplomático entre os governos do Brasil e dos EUA para reverter a decisão tarifária.
Enquanto as negociações seguem, o setor moveleiro de Santa Catarina se mobiliza para enfrentar o período de crise, que já resulta em graves perdas de emprego.
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