um pastor chutando um "bebê reborn" durante um culto viralizou nas redes sociais, gerando ampla discussão e controvérsia.
O incidente, que teria ocorrido durante um culto em homenagem ao Dia das Mães na Igreja Família de Deus, em São Paulo, mostra o líder religioso reagindo de forma enérgica a uma fiel que levou a boneca para receber oração.
Inicialmente, o pastor, identificado como Bispo Baeta, teria acreditado que se tratava de uma criança real. Ao chamar a mulher ao púlpito, ela explicou que era um "bebê reborn", uma boneca hiper-realista.
Diante da situação, o pastor retirou a boneca dos braços da mulher e a chutou, jogando-a no chão.
No vídeo e em postagens subsequentes, o pastor justifica sua atitude citando o Salmo 115, parafraseando que "ídolos têm olhos, mas não veem; boca, mas não falam; ouvidos, mas não ouvem.
Tornam-se semelhantes a eles os que os fazem e os que neles confiam".
Ele argumentou que, embora ter a boneca não seja pecado, transferir afeto, devoção ou práticas religiosas para um ser inanimado se caracteriza como idolatria.
A cena dividiu opiniões entre os internautas.
Muitos elogiaram a postura do pastor, interpretando o gesto como um ensinamento bíblico e uma correção com amor.
Outros, porém, ficaram chocados com a atitude, questionando a agressividade do ato e levantando debates sobre a empatia em casos de apego a objetos, que pode estar relacionado a questões psicológicas como luto, ansiedade ou solidão.
O caso reacendeu discussões sobre os limites da devoção a objetos, o papel da fé e a forma como líderes religiosos abordam temas delicados.
O "bebê reborn" é uma boneca criada para se assemelhar a um bebê real, e muitas pessoas as utilizam para fins terapêuticos ou para lidar com o luto.
A repercussão do caso também chegou ao meio político, com um deputado federal levando uma boneca reborn ao plenário da Câmara para debater projetos de lei relacionados ao tema, afirmando que o uso desses bonecos "não é pecado".
Enquanto isso, instituições religiosas, como a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em Salvador (BA), emitiram notas repudiando o batismo ou atendimento religioso a bonecas reborn, reforçando que os ritos sagrados são destinados a pessoas reais.