Ataque à comunidade foi no início de janeiro. Além de Doroteu Martines Jara, outras três pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança de 7 anos e um adolescente de 14.
O indígena Avá-Guarani Doroteu Martines Jara, de 25 anos, perdeu os movimentos do peito para baixo depois que foi baleado em um ataque em uma área de disputa de terras entre as cidades de Guaíra e Terra Roxa, no oeste do Paraná, fronteira do Brasil com o Paraguai.
O ataque à comunidade foi em 3 de janeiro. Além dele, outras três pessoas ficaram feridas, entre elas uma criança de 7 anos e um adolescente de 14 anos.
A região, sem demarcação, é palco de conflitos fundiários entre indígenas e fazendeiros há décadas.
No dia do ataque, Doroteu visitava a irmã para comemorar as festas de fim de ano.
Ele, que não vivia na comunidade alvo dos tiros, contou que foi baleado no braço e na coluna.
O indígena ficou internado em um hospital da região por sete dias, e os projéteis que estavam alojados foram retirados, mas ele perdeu parte dos movimentos.
A Polícia Federal, responsável por apurar os ataques, informou que as investigações estão em andamento e correm em segredo de Justiça.
No fim de janeiro, uma equipe da RPC teve acesso à aldeia e conversou com Doroteu, que estava sendo cuidado pela própria família.
Até aquele momento, nenhum órgão público havia procurado a aldeia para dar assistência aos indígenas, de acordo com a comunidade.