Enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro segue impedido de disputar eleições e cumpre medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem ganhado cada vez mais espaço dentro do PL (Partido Liberal) e é vista como uma possível aposta da sigla para a Presidência da República em 2026.
Nos bastidores, líderes do PL afirmam que Michelle tem popularidade consolidada nas redes sociais, bom desempenho em eventos públicos e forte aceitação entre o eleitorado conservador e evangélico — bases que sustentam o bolsonarismo.
A ex-primeira-dama já assumiu a presidência do PL Mulher e vem intensificando sua presença em agendas políticas, discursos alinhados à direita e participação em eventos nacionais.
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Apesar de não haver confirmação oficial sobre uma candidatura, o movimento é claro: Michelle Bolsonaro cumpre uma agenda de pré-candidata, preenchendo o vácuo deixado por seu marido, que segue inelegível até 2030.
A estratégia do partido é testar sua imagem junto ao eleitorado e avaliar sua viabilidade eleitoral nos próximos meses.
O nome de Michelle é visto por muitos aliados como uma forma de manter o legado de Bolsonaro vivo nas urnas, ao mesmo tempo em que suaviza o discurso mais combativo do ex-presidente, atraindo setores do eleitorado que rejeitam confrontos diretos com instituições.
Por outro lado, há resistências internas. Parte da cúpula do PL ainda considera que Michelle carece de experiência política e preparo técnico para uma campanha presidencial. Há também quem veja a movimentação como parte de uma tática para manter o nome da família Bolsonaro em evidência, enquanto se aguarda uma possível reviravolta jurídica.
Com o cenário eleitoral de 2026 ainda indefinido, a dúvida que paira sobre o PL é: Michelle Bolsonaro conseguirá manter a base bolsonarista unida e competitiva sem Jair como candidato?