O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quarta-feira (13 de agosto de 2025), o Plano Brasil Soberano, pacote econômico de R$ 30 bilhões voltado a apoiar empresas brasileiras impactadas pelo aumento de até 50% nas tarifas de importação dos Estados Unidos, medida anunciada em 30 de julho.
O plano busca reduzir perdas econômicas, proteger empregos e diversificar mercados internacionais, atuando em três frentes principais:
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Apoio ao setor produtivo
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Preservação de empregos
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Diplomacia comercial
Medidas econômicas do Plano Brasil Soberano
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R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para crédito com juros acessíveis, priorizando empresas mais prejudicadas.
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Facilidade de acesso para pequenas e médias empresas, desde que mantenham o quadro de funcionários.
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Extensão de prazos do regime de drawback, permitindo exportações com insumos importados sem multas.
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Diferimento de tributos federais para empresas afetadas.
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Compras públicas simplificadas de gêneros alimentícios.
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Aporte de R$ 4,5 bilhões em fundos garantidores para modernizar o sistema de garantias à exportação.
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Aumento de até 3 pontos percentuais no Reintegra, devolvendo parte de tributos pagos na cadeia produtiva até dezembro de 2026.
Proteção ao emprego
O plano cria a Câmara Nacional de Acompanhamento do Emprego, que irá:
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Monitorar manutenção de postos de trabalho.
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Negociar acordos coletivos com empresas.
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Aplicar medidas emergenciais como lay-off ou suspensão temporária de contratos, garantindo renda e direitos trabalhistas.
Expansão de mercados internacionais
O governo pretende reduzir a dependência das exportações para os EUA por meio de novos acordos comerciais.
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Acordos fechados: União Europeia e EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio).
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Negociações avançadas: Emirados Árabes Unidos e Canadá.
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Diálogos abertos: Índia e Vietnã.
Segundo Lula, o plano representa “defesa da soberania econômica e proteção da indústria nacional”, garantindo que empresas brasileiras tenham fôlego para superar os efeitos do aumento tarifário norte-americano.