Passional > Jogador foi espancado por quatro pessoas após ser flagrado na cama com mulher casada

O ex-jogador do Coritiba, Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos, encontrado morto na tarde do último sábado (27), com o pênis decepado, em São José dos Pinhais, teria sido agredido brutalmente em uma casa horas antes, onde acontecia uma festa.

Uma das testemunhas, que prestou depoimento na manhã desta quarta-feira (31), na Delegacia de São José dos Pinhais, afirmou que o jogador pediu para não morrer enquanto era espancado por quatro pessoas, logo após ser flagrado na cama com uma mulher casada.

Jacob Filho, advogado desta testemunha que está sob proteção policial, explicou que todos os envolvidos estavam em uma casa noturna, localizada no bairro Batel, em Curitiba, quando decidiram deixar o local para ir até uma residência.

“Ali [na casa noturna] estavam todas as pessoas: o indivíduo que cometeu o crime, a esposa, filha e as testemunha.

O Daniel estava na casa noturna e entrou em um carro de aplicativo, se direcionando para a casa do autor [do crime]”, disse.

A testemunha, de acordo com o advogado, conhecia apenas a filha do suspeito de ser o autor do homicídio.

A festa, que teria começado na casa noturna, continuou nesta residência, localizada no bairro Guatupê, em São José dos Pinhais.

“Eles se reuniram e, de repente, o Daniel saiu e procurou outro cômodo dentro da casa.

Passados 20, 30 minutos, foram ouvidos gritos de “socorro, socorro, socorro” e aí as pessoas foram até o local em que aconteciam os gritos”, contou Filho.

Ao chegar no local, a testemunha viu o autor do crime em cima do jogador.

“Ele estava enforcando, desferindo chutes e pontapés, e o Daniel pedindo para não morrer.

Em seguida, outras três pessoas entraram no quarto e deram continuidade nos ataques”.

Após ser brutalmente agredido, o jogador foi retirado do local só de cueca e camiseta e levado até a sala da residência, extremamente machucado.

“Um deles voltou com uma faca, pegou o Daniel, que já estava todo machucado e já não tinha condições de falar.

Acredita-se que ele estava quase morto”.

Neste momento, Daniel foi colocado no porta-malas de um carro pelos suspeitos, que deixaram o local.

O advogado relatou, ainda, que a testemunha foi ameaçada no local.

“O autor [do crime] olhou nos olhos dele [testemunha] e disse “o que você está fazendo aqui? Não abra a boca e não fale nada”.

A principal linha de investigação da polícia é que o crime seja passional e, de acordo com Filho, o fato de Daniel ter sido encontrado no quarto com a mulher do suspeito pelo homicídio reforça a tese.

“A testemunha não presenciou aquilo que aconteceu antes ou depois, somente os fatos, então não há como fazer previsão do que realmente aconteceu.

Diversas testemunhas foram ouvidas nesta quarta-feira, na Delegacia de São José dos Pinhais.

O corpo de Daniel foi velado e sepultado também nesta quarta, no município de Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais.

Colaboração Rede Massa

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