Um forte temporal que atingiu a região de Cascavel, no Oeste do Paraná, trouxe consequências devastadoras para uma propriedade rural local.
Uma queda na tensão da rede elétrica, provocada pelas condições climáticas severas, causou a morte de mais de 24 mil aves em um aviário, gerando um prejuízo financeiro estimado em R$ 125 mil para o produtor.
O incidente ocorreu após a tempestade danificar a infraestrutura de energia que atende a área rural.
A oscilação e a subsequente perda na voltagem comprometeram diretamente o funcionamento dos sistemas automáticos de ventilação e climatização das granjas, que são vitais para a sobrevivência dos animais.
Nos aviários modernos, o controle de temperatura é rigoroso e depende totalmente da energia elétrica estável.
Com a queda de tensão, os exaustores e painéis evaporativos pararam de funcionar adequadamente.
Em poucos minutos, o ambiente interno sofreu um superaquecimento térmico abrupto, levando as milhares de aves à morte por sufocamento e estresse calórico.
O produtor rural relatou que o sistema de geradores não conseguiu conter o problema a tempo devido à especificidade da falha na voltagem, que danificou os motores antes do desligamento total da rede. O cenário encontrado na manhã seguinte foi de total desalento e grande perda econômica.
Casos como este acendem o debate sobre a estabilidade da rede elétrica rural e a responsabilidade das concessionárias de energia em episódios de oscilação severa.
Produtores afetados por queima de equipamentos ou perda de produção devido a falhas na voltagem podem acionar canais oficiais para solicitar o ressarcimento dos danos materiais sofridos.
O descarte adequado das aves mortas foi realizado seguindo as normas sanitárias vigentes para evitar riscos de contaminação ambiental e preservar a biosseguridade das demais instalações da propriedade.
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